Antônio Carlos Secchin, no seu livro Poesia e Desordem (Rio de Janeiro: Toopbooks, 1996) escreve:
"Para que serve um poema? Talvez para insistir que há sempre restos, equívocos, lapsos, fraturas na sintonia do homem com o real."
E acrescenta:
"Discurso da desordem consequente, a poesia não precisa lamuriar-se diante da ordem tecnológica e nela acusar o inimigo obstrutor de seu alcance. Excluída há mais de um século do grande circuito de consumo, ela pode, à margem, vigorar sem outro compromisso que não seja a afirmação de que nossa liberdade passa não apenas pelas palavras em que nos reconhecemos, mas, sobretudo, pelas palavras com as quais aprendemos a nos transformar."
postado por Diogo Vaz Pinto
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
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